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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Festa de São Francisco de Canindé 2010

A festa de São Francisco as Chagas começou nesta quarta-feira (07/10), às 4h, com um missa solene presidida pelo frei João Amilton dos Santos, Pároco e Reitor do Santuário de Canindé.
O levantamento das bandeiras do Brasil, de Canindé e de São Francisco das Chagas marcou início das festividades.
Mais de duas mil pessoas estavam presentes na celebração repleta de emoção e devoção ao santo protetor dos pobres e humildes, do povo de Deus. A missa foi transmitida ao vivo pela Rede Vida de Televisão, permitindo que os devotos espalhados pelo Brasil pudessem acompanhar a celebração.
No mesmo dia, o povo acompanhou a primeira procissão com o painel de São Francisco das Chagas, que está completando 120 anos. É tradição o painel sair no primeiro dia da festa e durante a novena realizada na Praça dos Romeiros.
A festa do padroeiro de Canindé será encerrada no dia 17 de outubro. Até lá são aguardadas mais de um milhão de pessoas. Durante todos os dias os devotos poderão acompanhar celebrações, novena e receber bênçãos dos franciscanos do Santuário.

fonte:http://www.paroquiadecaninde.com/

sábado, 16 de outubro de 2010

CONFIRA O BLOG DO NOSSO CONFRADE FREI JOSÉ MILTON OFM

freimilton-ofm.blogspot.com
ARCA "... como um pai de Família, que tira de sua arca coisas novas e velhas" (Mt 13, 52)

Tau - Símbolos e Significados

Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana.

Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.

TAU, SINAL BÍBLICO

Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: "Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem". O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.

O TAU NA IDADE MÉDIA

Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.

O TAU DO PENITENTE

Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa Maria Madalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.

O TAU FRANCISCANO

O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.

O TAU COMO IDEAL

No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na Igreja Constantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.

O TAU NAS FONTES FRANCISCANAS

Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: "O Santo venerava com grande afeto este sinal", "O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal", "O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus", "O traçava no início de todas as suas ações", "Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas" (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.

TAU, SINAL DA CRUZ VITORIOSA

Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no "Sacrum Comercium", a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de "selo do reino dos céus". À Dama Pobreza clamam os menores: "Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!" (SC 21,22).

O TAU E A BÊNÇÃO

Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: "Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!" Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: "São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base". Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!

O TAU E A CURA DOS ENFERMOS

No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.

A COR DO TAU

O TAU, freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.

O TAU NA LINGUAGEM

O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. Não está aí por acaso; um código de linguagem reflete a vivência das palavras. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade, isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia e a Filosofia são servas da fé e do pensamento. Quem sabe onde está parte para vôos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de tau é usado para buscar veios d'água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o tau na fonte de nossas palavras!

O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS

Em geral, o Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós. Esse cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!

USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR

Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.

Por Frei Vitório Mazzuco, OFM

Fonte:www.franciscanos.org.br/v3/carisma/simbolos/tau.php

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

São Francisco de diversos carismas...
































segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Festa dos 50 anos do Frei Cristovão "Ipuarana"




Fotos cedidas pelos Noviços

domingo, 12 de setembro de 2010

IMPRESSÃO DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO 17 DE SETEMBRO


No dia 17 de setembro celebra-se a festa da impressão das chagas de São Francisco de Assis. Os estigmas que Francisco recebeu em 1224, no Monte Alverne, após uma visão do Cristo crucificado em forma de Serafim alado, são sinais visíveis de sua semelhança à humanidade de Cristo, nos seus três modos: na vida, na paixão e na ressurreição.
Francisco encontrou-se pela primeira vez com o Crucificado na pequena Igreja de São Damião. Num certo dia, conduzido pelo Espírito, entrou nessa Igreja e prostrou-se diante da imagem do Cristo crucificado que, movendo de forma inaudita os seus lábios, disse: “Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída” (2Cel 10,5). E, conta-nos Celano, que Francisco sentiu desde então uma inefável mudança em si mesmo, pois são impressos mais profundamente no seu coração, embora ainda não na carne, os estigmas da venerável paixão.
No entanto, foi ao ouvir o Evangelho acerca da missão dos apóstolos (Mt 10, 7-13), que Francisco compreendeu o real significado da voz do Crucificado, e imediatamente exclamou: “É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer do íntimo do coração” (1Cel 8,22). Assim, sob o toque ou o apelo de uma afeição, começou devotadamente a colocar em prática o que ouvira, isto é, distribuiu aos pobres todos os seus bens materiais, bem como renegou-se a si mesmo para que, exterior e interiormente livre, pudesse ir pelo mundo e anunciar aos homens a paz, a penitência e, enfim, o amor não amado de Deus.
O amor que é Deus realizou-se na sua profundeza, largura e altitude na pessoa de Jesus Cristo. A encarnação, o estábulo, o lava-pés e a Eucaristia são expressões concretas do modo de amar como só o Deus de Jesus Cristo pode e sabe amar. Porém, foi especialmente ao entregar incondicional e gratuitamente a sua vida na Cruz, que o Filho de Deus revelou à humanidade que Deus é essencialmente caridade perfeita.
Francisco, por inspiração divina, abraçou pobre e humildemente a cruz de Jesus e deixou-se impregnar, arrebatar e transformar totalmente pelo espírito de abnegação divina. Isso quer dizer que a imitação de Cristo, por parte de Francisco, não é mera repetição mecânica dos gestos exteriores de Jesus, mas é manifestação de sua profunda sintonia com a experiência originária de Jesus Cristo: o Reino de Deus. Somente quem possui o Espírito do Senhor pode observar “com simplicidade e pureza” a Regra e o Testamento de São Francisco e realizar em si mesmo as santas operações do Senhor.

TEXTO: www.cantodapaz.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Santa Clara, modelo de vida cristã.


Toda Família Francisca volta seus olhares para a figura de Santa Clara de Assis que é festejada dos dias primeiro a onze de Agosto. Segundo as Fontes Francisclareanas, Clara nasceu em 1194 no seio de uma família nobre e no dia 18 de março de 1212, Deus a tocou profundamente através da forma de vida escolhida por Francisco de Assis.
Daquele dia em diante Clara deixa seus familiares, abandona todas as pompas e delícias do mundo e, na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula, consagra-se a Deus. Desde então, até sua morte em 1253, a exemplo de Francisco, apaixona-se e identifica-se plenamente com seu Senhor e segue incansavelmente as pegadas do Cristo Pobre e Crucificado.
De 1212 até o dia 11 de agosto de 1253, Clara viveu no silêncio e no retraimento da clausura do Mosteiro de São Damião levava uma vida simples, trabalhando no cuidar da casa e no educar na fé as suas irmãs pobres. Ela e todas as irmãs declaravam-se como esposas do Cristo Pobre e Crucificado e tinham como missão especial a vida de oração.
Tentar entender e viver o carisma franciscano sem também percorrer e conhecer todo o itinerário da vida de Santa Clara é impossível, é como querer entrar na água e não se molhar. Francisco e Clara viveram uma profunda comunhão espiritual e foram os primeiros a perceberem a importância um do outro na sobrevivência dessa nova forma de vida que o Senhor lhes inspirou.
O trecho seguinte dos escritos de Santa Clara mostra o quanto Francisco percebia essa necessidade e importância do modo de viver de Clara e suas irmãs pobres: "Porquanto, por inspiração divina, vos fizestes filhas e servas do Altíssimo, Sumo Rei, Pai do Céu, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, por mim e por meus frades, ter sempre, por vós, como por eles, cuidado diligente e solicitude especial. Enquanto viveu, cumpriu-o plena e diligentemente, e quis que sempre fosse cumprido pelos frades."
Logo após sua conversão, e antes de ter irmãos, Francisco, quando restaurava a Igreja de São Damião, subiu em um dos muros e, por iluminação do Espírito Santo, profetizou: "Vinde e ajudai-me na obra do Mosteiro de São Damião, porque nele ainda haverão de morar senhoras cuja a vida famosa e conversação santa vão glorificar nosso Pai do céu em toda sua santa Igreja.
Clara também tinha grande apreço e respeito por Francisco e seus confrades e referia-se ao santo chamando-o de "Beatíssimo Pai". Considerava-se uma plantinha que era cuidada e zelada por Francisco: "nosso Bem aventurado Pai, enquanto viveu, foi sempre solícito, por palavra e obra, em cultivar-nos e fomentar-nos, sua plantinha".
Mesmo após 800 anos de sua morte Clara de Assis continua sendo para nós modelo de seguimento de Jesus, modelo de pessoa que deixou-se conduzir pela vontade de Deus, não teve medo de abandonar todas as riquezas do mundo para construir seu tesouro no céu; modelo de pessoa orante, que fundamentou todas suas ações cotidianas na escuta da Palavra de Deus.
Junto com Santa Clara, irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor da Vida a graça de, como franciscanos e franciscanas, nunca perdermos de vista o nosso ponto de partida que é o mesmo de chegada: o Cristo Pobre e Crucificado.
Frei José Landes , OFM
 
 texto: www.paroquiadasdores.org.br

sábado, 28 de agosto de 2010

Noviços e Aspirantes participam de encontrão Vocacional na cidade de Monteiro - PB

Noviços e Aspirantes participam do Fest Vocacional na cidade de Esperança - PB

VISITANTES

SOMOS...

OFM - Ordem dos Frades Menores, Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil. E-MAIL: franciscanoofm2010@hotmail.com

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Para doações via bancaria, favor depositar na conta poupança, Nº 16169-1, AG.3021, em nome da Comunidade Franciscana da Bahia.

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ACONTECIMENTOS...


FAÇO PARTE TAMBÉM...

ORAÇÃO PELAS VOCAÇOES FRANCISCANAS

Senhor da messe, que despertas os corações para o serviço e a solidariedade, faz surgir entre os jovens, vocações para manter a vida e a missão desta fraternidade franciscana, presente neste sofrido nordeste brasileiro, entre os índios Tirió e na Alemanha.
Que o clamor do teu povo e a busca feitas pelos frades de viver o Evangelho na forma vivida e proposta por São Francisco de Assis, façam surgir, com tua graça, novos “Irmãos Menores”, para o serviço da igreja de teu filho. Amém.